quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Qual Rodapé usar?

A colocação de algum tipo de rodapé entre o piso e a parede é importante principalmente para proteger a parte mais baixa da parede do desgaste gerado pelo contato com a sujeira e também por eventuais choques de pés e objetos como vassouras, aspiradores de pó, etc. Nesse aspecto qualquer rodapé funciona, e não é totalmente necessário em locais onde as paredes são revestidas com cerâmica, porcelanato ou outro material mais difícil de sujar, a não se que se queira criar algum tipo de efeito estético.

Qualquer rodapé funciona para proteger as paredes, mas alguns fatores devem ser observados em relação à arquitetura dos ambientes, já que eles podem ter diferentes formas, materiais e cores.

Antigamente os rodapés eram sempre feitos no mesmo material que o piso, e tinham uma altura pequena, de cerca de 5cm apenas. Atualmente, essa solução ainda pode ser utilizada, mas existem também algumas outras:


- Escolha do rodapé quanto ao material

O rodapé no mesmo material do piso serve para valorizar o piso, que parece que está “invadindo” a parede, ficando com isso mais destacado e imponente.

Caso a idéia seja usar um material para o rodapé diferente do escolhido para o piso, então os fatores a analisar, fora os estéticos, são a resistência a choques e à umidade de cada material, além das possibilidades de acabamento, para que ele fique de acordo com o contexto da ambientação. Rodapés de pedra ou cerâmica são mais resistentes, enquanto rodapés de madeira permitem uma maior variedade de acabamentos, por exemplo. E tudo depende dos outros elementos presentes na decoração, para que material do rodapé não fique perdido e sem sentido.




Um material muito utilizado atualmente para fazer rodapés sem ser igual ao piso é o rodapé em perfil de alumínio, que é bem resistente e fica encaixado na parede, criando um resultado clean e moderno, além de eficiente e econômico. A sensação final é de que a parede está praticamente descolada do chão, e por isso ela é chamada de “parede flutuante”. Para colocá-lo, é preciso calcular o espaço a ser deixado na base da parede para embutir o perfil.

Outros materiais também podem ficar embutidos na parede, porém somente o perfil de alumínio, que fica recuado, cria essa sensação mais leve, já que os demais ficam chapados em relação à parede, tirando apenas a espessura sobressaliente.

- Escolha da forma e tamanho do rodapé

De maneira geral, rodapés com acabamento reto são mais modernos, enquanto formas curvas são mais suaves e tradicionais. Quanto mais detalhes a peça tiver, como frisos ou recortes, mais destacado ficará o rodapé, portanto a quantidade de informação visual deve ser balanceada de acordo com o restante do ambiente.

A altura do rodapé determina sua imponência e robustez, sendo que rodapés muito altos podem dar sensação até de que o pé-direito é mais baixo, portanto não devem ser usados em ambientes em que o teto não seja muito elevado.

- Escolha da cor do rodapé

De acordo com a sua cor, o rodapé pode ficar realçado ou mais escondido. Para ficar mais discreto, basta que seja da cor da parede ou do piso, e de uma cor diferente para ficar destacado. O rodapé mais discreto é neutro, servindo para valorizar o acabamento do piso ou então deixar a decoração mais leve, enquanto uma cor diferenciada  chama a atenção para baixo, para o contorno dos ambientes. Em pequenos espaços, portanto, é melhor que o rodapé fique menos aparente, para que as dimensões reduzidas não fiquem tão nítidas.

Por fim, no caso de ser de uma cor diferente do piso ou da parede, é importante que o rodapé tenha alguma tonalidade já presente no ambiente, pois caso contrário irá destoar demais e ficará parecendo uma fita de emenda que foi colocada e esquecida ali por acaso.

Photo Credits: Dicas de Arquitetura

Nenhum comentário:

Postar um comentário